sábado, 15 de dezembro de 2012

ESTE É O TEMPO...
de consumir o que o longo Verão nos deu. Chegado o Outono é altura de preservar tudo que se foi adquirindo, e aquecer a alma e o coração com as recordações que nos ficaram.
Isto  não significa que abandonemos a mesa de jogo.  A roleta da vida continua a girar.  De olhos postos
nela vamos sorrindo ou endurecendo os traços conforme os números que forem saindo.  Mas não podemos
desistir.  No jogo da  vida ganharemos amanhã o que perdemos hoje.

É preciso acreditar que nada está perdido e cada dia que nasce, mesmo que haja neblina ela acabará por
se render ao esplendor do astro rei que se esconde por trás desse véu e, à medida que o sol vai subindo no horizonte, tudo vai ficando mais claro, mais brilhante mais reconfortante.

O que acima fica escrito não passa de uma forma de introdução.
Tudo começou, realmente, há muitos anos atrás, numa distante terra alentejana.  As lonjuras a perder de vista, onde tudo, por mais distante,  "  era já ali...." germinaram como as sementes do trigo, na fértil imaginação duma "gaiata", meio sonhadora, meio solitária, e, multiplicaram-se em espigas de prosa e poesia.
e a teresa  mulher começa por homenagear essa cidade calma e linda que a adoptou como filha e onde começou a sua saga, em primeiro lugar, pelos caminhos da poesia.
Aqui fica o meu tributo de amor `cidade onde cresci.

PORTALEGRE

Portalegre, cidade alentejana
que eu amo tão profunda, intensamente....
Como segundo berço, certamente,
aceitas meu amor que não engana.

Portalegre, cidade alentejana
do agradável frescor na terra quente;
em ti cresceu meu ser independente,
indomável feitiço de gitana.

Portalegre de serras rodeada;
da adorável visão do Miradouro,
dos teus jardins repletos de mil flores.

Portalegre da terra bem cuidada,
da riqueza sem par do trigo louro,
cantando amor na Fonte dos Amores!

Teresa Helena Pascoal
anos 50......

Sem comentários:

Enviar um comentário